quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Análise-reflexiva "Redes cotidianas de conhecimentos e valores nas relações com a tecnologia"

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - ESPEAD
TÓPICOS III
PROFESSORA: Cintia Inês Boll
ALUNA: Celi Lutz Lindenmeyer, Elisabete Bisutti Ceron e Sheila Hahn Camara
DATA: 10-11-2008
ATIVIDADE: Análise-reflexiva “Redes cotidianas de conhecimentos e valores nas relações com a tecnologia”

Redes Cotidianas de Conhecimentos e Valores nas Relações com a Tecnologia
Lendo o texto Redes Cotidianas de Conhecimentos e Valores nas Relações com a Tecnologia, de Nilda Alves, chama a atenção a naturalidade com que certas ações são praticadas, evidenciando a pouca ou mesmo a ausência de reflexão por parte dos atores. É o caso, por exemplo, da imagem de uma sala de aula da África, que apresenta alunos sentados, um atrás do outro, enfileirados, sem que tivessem uma cadeira e/ou uma classe. Quem detém o poder dita as normas e se não houver quem questione, permanece tudo igual.
Conforme o texto traz, é muito forte a presença da metáfora da árvore na nossa sociedade, podendo ser identificada desde dentro da escola até na organização de partidos políticos. Muitas vezes não é reconhecido que o conhecimento é produzido em redes, que o seu tempo de produção é o da longa duração e que o seu espaço é o local, que são os contextos cotidianos, ampliados pelo advento da globalização, da internet. Entendimentos que permitem compreender o ritmo das mudanças ou não no viver cotidiano.
O que se verifica nas escolas é que, embora tenham os laboratórios de informática, acesso à internet, ainda há professores que nem ao menos acompanham os seus alunos à aula de informática, deixando-os aos cuidados do professor de informática que tem os conhecimentos técnicos, porém falta-lhe, na maioria das vezes, o conhecimento didático-pedagógico.
Falar em construção de conhecimento a partir de trocas, onde todos tem vez e voz, é falar em construção a partir da metáfora da rede. Todos podem dispor do tempo e do espaço que necessitam e tem garantidos a escuta.
Percebe-se que a EAD é um ensino muito mais democrático. Os espaços de discussão, a exemplo dos fóruns, são muito mais democráticos, justamente pelo tempo que o aluno tem a sua disposição. Apesar de haver a preocupação com prazos para postagens, há um respeito muito maior pelas diferenças individuais dos alunos do que numa sala de aula convencional.
O professor e o tutor não se vêem como os detentores do saber, muito mais questionam, do que respondem às dúvidas e ansiedades do aluno, estabelecendo o diálogo, a troca, a construção do conhecimento.
Também as disciplinas, no EAD, apresentam características diferentes, são interdisciplinares e vão sendo desenvolvidas levando em consideração a realidade do grupo, as suas limitações, as suas possibilidades, preservando, no entanto, a qualidade do curso.
Outro fator que merece registro é o valor que se atribui à prática, neste curso, assumindo a unidade práticateoriaprática.
Principalmente no início, percebia-se que mesmo que todos nós, alunos, tutores, alguns professores, inclusive, soubéssemos que o curso é a distância, sentíamos claramente uma maior necessidade das aulas presenciais. Também com relação aos meios de comunicação, foi necessário fazer uma adequação. Usávamos, inicialmente, com bem maior freqüência do que agora, as reuniões presenciais para planejar, avaliar. Hoje, com naturalidade, valemo-nos do e-mail, das listas de discussão, do MSN, dos fóruns, entre outros.
Em suma, o trabalho como tutor constitui-se numa oportunidade de compartilhar reflexões, formando-se uma rede de colaboração, de trocas de idéias, de saberes construídos através das práticas diárias. Tem -se a compreensão do grande desafio e da responsabilidade da ação tutorial com a melhoria da qualidade da prática e teoria dos educandos.

FICHAMENTO

Nome: Elisabete Bisuti Ceron
Fichamento sobre o texto:
“A Importância Da Ação Tutorial Na Educação A Distância: Discussão das Competências Necessárias ao Tutor ”.
Eloiza da Silva Gomes de Oliveira
Alessandra Cardoso Soares Dias
Aline Campos da Rocha Ferreira

O autor Armengol enfatiza a importância da atuação do tutor, como a ênfase na conversação guiada uso mediatizada pela ação do mesmo.
Mostra que são muitas as denominações recebidas pelo tutor: assistente, assessor, professor acompanhante, mentor, mediador, facilitador, entre outras que ainda surgirão, mas no entanto, há a demanda de procedimentos, estratégias e competências comuns.
A educação a distância não desfaz a relação triádica que existe em todo o processo de ensino – aprendizagem. Trata-se do triângulo didático em que a vértice é constituído pelo aluno, outro pelo professor/tutor e o terceiro pelo objeto do conhecimento ( os conceitos a serem constituídos ). Segundo o autor esta triagulação dinâmica decorre a necessidade de estratégias diferentes da relação ensino – aprendizagem, mas que também propiciem a análise, a problematização e a reflexão.
A autora Donal Schön Pimenta em uma consistente crítica ao conceito de “professor reflexivo” alerta para a perigosa redução dos saberes docentes a competência da docência a um mero agrupamento de técnicas, dando preferência ao uso da terminologia “críticos e reflexivos”.
As competências profissionais são definidas como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que capacitam o profissional a desempenhar as suas tarefas de forma satisfatória , tomando como critério avaliativo os padrões esperados em um determinado momento histórico, em uma determinada cultura.
O filósofo e sociólogo canadense Maurice Tardiff, dá ênfase aos “saberes docentes”, constata que o saber do professor é plural(composto de saberes de variadas áreas do conhecimento ), estratégico (pelo impacto que tem junto as gerações jovens, à construção de novos conhecimentos e à definição de hegemonias no contexto social, entre outros fatores) e desvalorizado ( já que a sociedade não lhe reserva , no podium da ciência, papel tão importante quanto o da comunidade científica e dos grupos reconhecidos como produtores do saber).
Tardiff apresenta quatro saberes docentes: Saberes da formação profissional, saberes disciplinares; saberes curriculares, saberes experienciais sendo este o núcleo vital do saber docente, podendo constituir-se em propulsores para o alcance, pelos professores, do reconhecimento da sociedade e dos grupos geradores de saberes.
Antônio Nóvoa destaca a “ Identidade”a qual é um lugar de lutas e de conflitos, espaço de construção de maneiras de ser e de estar na profissão. Faz referência aos “Três A”, os quais alicerçam a construção da identidade docente: a adesão (valores), autonomia (decisões), autoconsciência (reflexão sobre a sua própria ação). O autor dá ênfase à adesão do professor a projetos coletivos, sobre os quais não detém o controle presencial, à autonomia para enfrentar situações e formas de interação novas e a autoconsciência necessária para refletir e criticar uma prática docente tão inovadora e mutável, que para ela ainda não existem “cânones” e padrões avaliativos.
O texto nos apresenta dois conceitos na atuação do tutor, sendo estes:”qualidade comunicacional”, “ letramento tecnológico”, os quais referem-se a utilização de forma competentes das ferramentas necessárias, a comunicação , o acompanhamento e avaliação das aprendizagens dos alunos.
Algumas propostas de saberes específicos para a tutoria em Educação a Distância, são apresentados pelos autores: Gutierrez & Pietro; Belloni . Os autores Gutierres & Pietro destacam seis qualidades que o professor/tutor necessita possuir: * clara concepção de aprendizagem;
* estabelecer relações empáticas com os seus interlocutores;
* sentir o alternativo;
* partilhar sentidos;
* construir uma forte instância de personalização, embora à distância;
* facilitar a construção do conhecimento.
Destacam ainda os autores, algumas atividades do tutor como: o acompanhamento, a retroalimentação, a avaliação e a constituição da memória do processo de aprendizagem, a liderança e a mediação de reuniões grupais e o estabelecimento de redes de comunicação e informação.
Já o autor Belloni, fala de um novo papel do professor na Educação a Distância, sendo este o de constituir – se em um ”parceiro dos estudantes no processo de construção do conhecimento, em atividades de pesquisa e na busca da inovação pedagógica.”
Apresenta três dimensões dos saberes docentes: Pedagógica, Tecnológica, Didática. Dessas três dimensões, é acrescentado, uma quarta dimensão que é chamada de “saberes pessoais” (correspondentes aos saberes de Tardiff).
Essas questões expressam as indagações presentes no programa a distancia, numa tentativa de repensar, refletir as funções dos protagonistas da ação educativa, ressignificando os papeis dos atores principais, e em especial o papel do tutor. Quem seria este Tutor? Um mestre? Um educador que transcende o papel de motivador, de facilitador. Um educador que sustenta uma reflexão sobre a complexidade da ação educativa, mesmo a distância, ultrapassando os modelos lineares? Um Tutor que organiza situações que promova a aprendizagem dos alunos? Será este tão invisível assim?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ANÁLISE DA FUNÇÃO DO TUTOR

COMPONENTES DO GRUPO:

Analissa Scherer Peixoto
Celi Lutz Lindenmeyer
Elisabete Bisuti Ceron
Maria del Carmen Maitia
Melissa Meier
Rossana Strunz Coelho dos Santos
Sheila Hahn Camara
Simone Bicca Charczuk
Simone Rocha

ANÁLISE DA FUNÇÃO DO TUTOR:
A construção desta análise baseou-se na interação das idéias do capítulo 2 do Manual do Tutor do PEAD e as discussões do artigo intitulado "Tecendo a Rede, Mas com que Paradigma?” apresentadas pela autora Maria Candida Moraes.
Compreendemos que o princípio norteador do curso PEAD - Licenciatura em Pedagogia é a criação e sustentação de uma educaçREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CARVALHO, M. S.; NEVADO, R. A .; BORDAS, M. C. Guia do Tutor. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 2006.

MORAES, M. C. Tecendo a rede, mas com que paradigma? Encontro Internacional de Educação para a Paz. Universidade de Genebra, setembro de 2000.ão interativa, crítica, responsável, dinâmica nos processos sociais e nas redes de relações. Fazendo uma analogia com o artigo de Maria Candida Moraes onde é citado que o universo informático favorece tanto a racionalidade como também a expressão da sensibilidade, da criatividade e a formação de novos valores que facilitam o desenvolvimento da imaginação, diferentes diálogos do pensamento com o contexto e a abertura ao novo sob o enfoque humanista, o PEAD está utilizando métodos e técnicas que levam em conta as necessidades reais dos alunos permitindo que o conhecimento possa ser construído tanto de modo individual como, principalmente, coletivo.
O Projeto Político Pedagógico doREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CARVALHO, M. S.; NEVADO, R. A .; BORDAS, M. C. Guia do Tutor. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 2006.

MORAES, M. C. Tecendo a rede, mas com que paradigma? Encontro Internacional de Educação para a Paz. Universidade de Genebra, setembro de 2000. Curso se organiza em função de três pressupostos básicos: A relação entre prática pedagógica e pesquisa, autonomia relativa da organização curricular e articulação dos componentes curriculares que nos remeteu à leitura do artigo sobre o novo cenário mundial, novas metodologias para aprender a aprender, aprender a ser e a viver/conviver, pois as tecnologias da informação e da comunicação, baseadas nestes pressupostos básicos, estão a serviço da inteligência humana indo além de uma simples ferramenta pedagógica para o desenvolvimento de atividades que facilitem o desenvolvimento da autonomia, da solidariedade, da criatividade, da cooperação e da parceria, permitindo a criação de ambientes virtuais, associados aos processos de construção do conhecimento. “São ambientes ou mundos virtuais que podem colaborar, como bem assinala Lévy (1994), para transformação do funcionamento social, para a ativação dos processos cognitivos e para construção de novas representações do mundo” (MORAES, 2000, p. 4). Exemplos concretos realizados no PEAD: Criação dos portfólios de aprendizagens, blogs, wikis; quantidade significativa de professores, tutores de sede e pólo; atividades interativas que propiciam a articulação entre teoria X prática e atividades, leituras, aulas presenciais que levam o aluno a pensar e que vão ao encontro com os objetivos do curso tanto geral como específicos, como por exemplo, “Preparar o professor para a reflexão teórica (meta-reflexão) permanente e a recriação das práticas escolares ao ampliar o conhecimento e o pensamento sobre o fazer pedagógico”(Guia do tutor, 2006, p. 20).
De acordo com a discussão no artigo sobre a construção de uma prática pedagógica mais adequada à evolução do mundo e da vida onde prevalece o pensamento sistêmico. Tal pensamento "... dá maior ênfase ao que é contextual, local e datado, aberto, configurado por determinadas circunstâncias, sabendo antecipadamente que ele nunca constituirá um pensamento completo, por maior que seja o número de conexões que possam vir a ser estabelecidas pela compreensão humana. Isto porque sabemos de antemão que a mente humana não é capaz de captar a realidade em sua totalidade e que sempre existirá a incerteza, o aleatório e o acaso atuando sobre ela. Assim, o pensamento eco-sistêmico deverá possuir uma estrutura sempre aberta, em permanente processo de construção e reconstrução” (MORAES, 2000, p. 8). A proposta metodológica e a organização didático-pedagógica do PEAD está possibilitando a construção do conhecimento, pois prioriza a interação dos professores de diferentes áreas de conhecimento através das interdisciplinas (tema amplo), seminários integradores (articulação: apresentação e fechamento das atividades integradoras e tecnológicas), enfoques temáticos (temas específicos). De acordo com Morais (2000), estREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CARVALHO, M. S.; NEVADO, R. A .; BORDAS, M. C. Guia do Tutor. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 2006.

MORAES, M. C. Tecendo a rede, mas com que paradigma? Encontro Internacional de Educação para a Paz. Universidade de Genebra, setembro de 2000.as são “relações, conexões, enlaces, vínculos que permitem a interatividade e a interdependência entre o sistema e o meio. É essa conectividade, esse enredamento que existe entre objetos, eventos, fenômenos e processos que vem promovendo o reconhecimento de que o mundo vivo é uma rede de relações ou de conexões dinâmicas. Para Capra (1997), o padrão da vida é um padrão em rede e “olhar para vida significa olhar para redes”, como também nos adverte Maturana (1995)” (p. 7).
As tecnologias digitais vêm inovando formas de acesso à informação, dinâmicas no processo de construção de conhecimento e novos estilos de pensar. O curso PEAD desenvolve várias estratégias de apoio à aprendizagem, tendo atenção constante e individualizada, buscando esclarecer dúvidas, não somente, ao uso das tecnologias, mas de todo o processo de aprendizagem, como por exemplo, interações entre os professores, tutores e alunos através de fóruns de debate, e-mails, programas como o Breeze, lista de discussão, webfólios, trabalho nos pólos (desenvolver autonomia, estudos, pesquisas, etc...), momentos presenciais, oficinas tecnológicas e também o aluno-professor do curso terá estágio supervisionado para integrar os conhecimentos teóricos desenvolvidos no curso x prática. “Por exemplo, um dos parâmetros fundamentais que todo sistema possui é o seu Ambiente, aquele algo maior que o envolve, que tanto pode ser um envoltório material qualquer, como também um campo energético onde as interações e as relações ocorrem. Para Maturana (1995), ambiente é o espaço onde o ser vivo se realiza como entidade autopoiética. É o espaço relacional entre o sistema e o meio, o local onde ocorrem as trocas energéticas, materiais e informacionais nos mais diferentes níveis” (MORAES, 2000, p. 6-7).
Para cumprir com a base da metodologia interativa e problematizadora do PEAD foi desenvolvido um sistema de orientação que envolve professores e tutores de sede e de pólo que têm diferentes funções pedagógicas, sociais e organizativas. Em geral a função do tutor no pólo é proporcionar motivação, esclarecer dúvidas, ter diálogo, orientar e também desenvolver orientação coletiva em atividades presenciais estabelecendo vínculos individualmente. E o tutor de sede tem formação geral ou específica nas interdisciplinas, ele deve facilitar o acompanhamento dos alunos aos enfoques temáticos e às atividades relacionadas. “Somente assim será possível utilizar as novas tecnologias para construirmos redes de conexões não apenas preocupadas em favorecer o acesso à internet às populações carentes e marginalizadas, mas que, além disto, estejam simultaneamente voltadas para o desenvolvimento de uma inteligência coletiva, para o exercício de uma cidadania planetária fraterna e solidária e para a construção da paz associada ao desenvolvimento de talentos para a ciência, a beleza, a solidariedade e harmonia, como pretende Fagundes (1999)”. (MORAIS, 2000, p. 11).
No que se refere às funções específicas dos tutores de pólo, estas podem ser definidas como o acompanhamento presencial dos alunos, o incentivo à organização de grupos de trabalho, auxiliar na utilização dos recursos tecnológicos e fortalecer o vínculo dos alunos com o curso. Além disso, o tutor do pólo está em contato direto com os tutores da sede e com os professores das diversas interdisciplinas para acompanhar o andamento do curso e poder orientar os alunos. Já o tutor de sede auxilia diretamente o professor responsável pela interdisciplina debatendo sobre as atividades previstas e acompanhando os alunos na realização das mesmas. A partir do texto de Moraes (2000), podemos pensar que professores e tutores (de pólo e de sede) formam um sistema complexo responsável pelo acompanhamento dos alunos no processo de aprendizagem e, nesse sentido, podemos vislumbrar um espaço de docência compartilhado, no qual todos os participantes dessa equipe interdisciplinar cooperam visando a promoção de espaços nos quais os alunos possam construir conhecimentos.
Com o auxílio da leitura do artigo, do manual do tutor e da nossa experiência como tutores concluímos que estamos alcançando um nível de interação e que as intervenções feitas (professor x tutor x aluno) estão evoluindo e cumprindo com os objetivos do curso, quais sejam, a construção do processo de aprendizagem, a formação de pessoas que criem culturas de rede, indo além de um simples curso a distância. Não estamos desenvolvendo a concepção empirista da educação que fortalece o pensamento positivista, prioriza a função informativa do computador e instrucionista da educação, mas o PEAD está desenvolvendo “o pensamento educacional eco-sistêmico [que] nos incita, portanto, a criar novas metodologias que reconheçam a existência de uma natureza viva transdisciplinar nos processos de construção do conhecimento (Baserab Nicolescu, 1999), diferentes das metodologias decorrentes das ciências moderna e antiga. Uma metodologia que seja capaz de mediar os diferentes diálogos entre as diversas áreas do conhecimento e que, ao mesmo tempo, compreenda a co-evolução do ser humano em sintonia com o universo” (MORAES, 2000, p. 10).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CARVALHO, M. S.; NEVADO, R. A .; BORDAS, M. C. Guia do Tutor. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 2006.
ducação para a
MORAES, M. C. Tecendo a rede, mas com que paradigma? Encontro Internacional de Educação para a Paz. Universidade de Genebra, setembro de 2000.

Mundo Virtual

Grupo 1 Idéias grupo: Caroline, Celi, Daisy, Elisabeth, Geny, Maria José, Roberta, Tanara

1. Criar uma Cultura Virtual ou Cibercultura que será necessário estabelecer para movimentar esse "mundo virtual".
2.

É Realidade Virtual ("realidade virtual é uma forma das pessoas visualizarem, manipularem e interagirem com computadores e dados extremamente complexos" [6]. Agrupando algumas outras definições de realidade virtual [21, 57, 60], pode-se dizer que realidade virtual é uma técnica avançada de interface, onde o usuário pode realizar imersão, navegação e interação em um ambiente sintético tridimensional gerado por computador, utilizando canais multi-sensoriais. - fonte: http://www2.dc.ufscar.br/~grv/tutrv/tutrv.htm#sumario1.)
3. Possibilita viver diferentes identidades - "personas".
4. Potencializa a interação em função dos avatares - uma espécie de "presença".
5. Levanta a necessidade de trabalhar questões éticas, assim como regras para o mundo virtual.

Sugiro esses materiais, que de certa forma, tem a ver com essas discussões:

* Direitos no secondlife - realidade virtual ou virtual realidade
* O que é o virtual?- http://www.citador.pt/biblio.php?op=21&book_id=948
* http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM861963-7823-A+ARTE+PRODUZIDA+POR+MAQUINAS+E+ROBOS,00.html

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

TECENDO A REDE

Estamos nos apropriando de um conceito relativamente novo na educação:o de rede de colaboração. Rede de pessoas que trocam ideias, que partilham experiências e a avaliação que delas fazem. Rede de saberes, na qual tutores se auxiliam naturalmente e compartilham entre si, e com seus conhecimentos que são construídos nesse percurso.
Rede que permite enfrentar novos desafios através da experiência e do trabalho coletivo. O filósofo Karl Jaspers chamava a atenção para duas características marcantes do ser humano ao afirmar que temos um pé na aventura e outro na segurança.Nós educadores, vivenciamos isso, por profissão. Renovamos diariamente nosso compromisso com o futuro, com a inovação procurando, ao mesmo tempo, compreender o novo, coloca-lo a serviço de aprendizagem, da formação de valores, contextualizando-o de forma consistente, evitando a novidade pela novidade

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

NOVO SEMESTRE / 2008

Iniciou-se mais um semestre, e cada vez mais percebo a importância do trabalho do Tutor para o sucesso do Programa EAD. É assumir um papel de suma importância de acompanhamento dos alunos, ajudando-os a superar dificuldades, estimulando-os a fazer pesquisas para além do seu material de estudos, a fim de observar, refletir e alterar a sua própria prática pedagógica.
Este trabalho me estimula me permite ousar, e por outro lado, me obriga a ser cuidadosa e disciplinada nos registros. Além da tutoria, penso que estamos fazendo história conscientemente, criando uma metodologia fortemente baseada na reflexão compartilhada, na cooperação e no estímulo à autonomia.
É gratificante pensar em educação em rede: rede de colaboração, rede de pessoas que trocam idéias, que partilham experiências, redes de saberes, na qual tutores se auxiliam mutuamente e compartilham entre si, e constroem seus conhecimentos nesse percurso, rede que nos permite a enfrentar novos desafios.

sábado, 21 de junho de 2008

Aprendizagens após aula presencial e leituras

Constatei após a aula presencial e algumas leitura que Piaget, demonstrou grande interesse e dedicou-se a investigar cientificamente como se constrói o conhecimento. Ele parte de uma concepção de desenvolvimento envolvendo um processo contínuo de trocas entre o sujeito e o ambiente em que vive.
A noção de equilibrio é o alicerce da teoria de Piaget, pois para ele todo o indivíduo procura manter um estado de equilíbrio para adaptar-se ao seu meio.
"O desenvolvimento cognitivo do indivíduo ocorre através de constantes desequilíbrios e equilibrações."PIAGET
Desta forma, é importante que se provoquem reflexões no sentido de desiquilibrar as verdades até então mantidas pelo indivíduo, para que, desta maneira, ele formule hipóteses, assimile e acomode novas verdades, voltando ao equilíbrio com novo conhecimento construído.
Segundo Piaget, o tempo levado pelo indivíduo para percorrer as etapas cognitivas não depende da idade cronológica e sim das construções ocorridas, da sequência adequada de atividades, dos acréscimos de uma síntese superior ás outras anteriores de desenvolvimento e dos estímulos recebidos através da sua interação com o meio que o estimula e o desafia.
Quanto à aprendizagem, esta é concebida como adaptação de um organismo biológico, ou seja, a aprendizagem se dá através de equilibrações sucessivas e também através da maturação biológica do indivíduo.

Reflexão

Para Piaget, o sujeito estabelece desde o nascimento uma relação de interação com o meio; é á realação da criança com o mundo físico e social que promove seu desenvolvimento cognitivo; a forma de aprender da criança passa por estágios; o conhecimento é construído na experiência: o que permite a construção da autonomia moral é o estabelecimento da cooperação e do respeito mútuo no lugar do respeito unilateral - formar sujeitos autônomos.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A TEORIA DO DESENVOLVIMEMTO HUMANO DE JEAN PIAGET

Este psicólogo divide os períodos do desenvolvimento de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento. o que por sua vez, interfere no desenvolvimento global.
1º Período: Sensório - motor ( 0 a 2 anos)
2º Período: Pré- operatório (2 a 7 anos)
3º Período: Operações concretas ( 7 a 11 ou 12 anos)
4º Período: Operações formais ( 11 ou 12 anos em diante)
Segundo Piaget, cada período é caracterizado por aquilo que de melhor o indivíduo consegue fazer nessas faixas etárias. Todos os indivíduos passam por todas essas fases ou períodos, nessa següência, porém o início e o término de cada uma delas dependem das características biológicas do indivíduo e de fatores educacionais, sociais. Portanto a divisão nessas faixas etárias é uma referência, e não uma norma rígida.

Compartilhando Leitura sobre a Psicologia do Desenvolvimento

O desenvolvimento humano refere- se ao desenvolvimento mental e ao crescimento orgânico. O desenvolvimento mental é a construção contínua, que se caracteriza pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais. Essas são formas de organização da atividade mental que vão se aperfeiçoando e se modificando até o momento em que todas elas, estando plenamente desenvolvidas, caracterizarão um estado de equilíbrio superior quanto aos aspectos da inteligência, vida afetiva e relações sociais.
Algumas dessas estruturas mentais permanecem ao longo de toda a vida. Por exemplo a motivação está sempre presente como desencadeadora da ação, quer seja por necessidades fisiológicas, quer seja por necessidades afetivas intelectuais.
Estudos e pesquisas de Piaget demonstraram que existe formas de perceber, compreender e de se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária, isto é, existe uma assimilação progressiva do meio ambiente, que implica uma acomodação das estruturas mentais a este novo dado do mundo exterior.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

ENSINAR E APRENDER

Ensinar e Aprender são processos complementares na construção do conhecimento.
Aprender e ensinar constituem duas atividades muito próximas da experiência de qualquer ser humano: aprendemos quando introduzimos alterações na nossa forma de pensar e de agir, e ensinamos quando compartilhamos com o outro, ou em grupo, a nossa experiência e os saberes que vamos acumulando.
Refletir sobre a aprendizagem é, sobretudo indagar-se sobre a natureza e a variedade de aprendizagens a que estamos expostos, as variáveis e mecanismos que interferem no processo, as propostas que estudiosos encontraram para as explicar e incrementar.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

INTELIGÊNCIA

Inteligência - é a capacidade para aprender, reter, recuperar informação e aplicar conhecimento no sentido mais amplo.

As pessoas que possuem uma estrutura intelectual mais desenvolvida aprendem mais rapidamente, armazenam informações de forma mais eficaz, recuperam-nas com maior facilidade, lembram melhor o que aprendem e sabem usar melhor o que aprenderam para aplicar em situações familiares ou novas. Maior inteligência facilita a aprendizagem mais típica das situações escolares ou que requeiram competências de indução, dedução e generalização.

DESENVOLVIMENTO

Desenvolvimento é um processo dinâmico de melhoria, que implica uma mudança, uma evolução, crescimento e avanço. Mas neste caso, a palavra desenvolvimento está intimamente ligada aos conceitos de inteligência e aprendizagem. O desenvolvimento cognitivo influencia a aprendizagem, ou seja, para que haja aprendizagem é necessário que o aprendiz tenha um determinado nível de desenvolvimento. Por outro lado, diz-se, também, que a aprendizagem influencia o desenvolvimento. Em suma, desenvolvimento é um crescimento, seja: cultural, físico, antropológico, social, mental...

APRENDIZAGEM

Aprendizagem não é apenas um processo de aquisição de conhecimentos, conteúdos ou informações. É um processo de aquisição e assimilação de novos padrões e novas formas de perceber, ser, pensar e agir.

Aprendizagem é a mudança de comportamento, ou seja, são todas as transformações que o professor provoca no aluno na maneira de pensar, agir e sentir e principalmente de ser. É algo que ocorre internamente entre as pessoas.

APRENDIZAGEM = CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Analisando as mudanças nos modos de ensinar e aprender a partir de um de um contexto mais amplo, que envolve novas práticas sociais e culturais, percebi que os alunos mudaram, novos ambientes de aprendizagem surgiram e a construção do conhecimento ocorre de forma muito diversa do passado. Nesse cenário, o saber não depende mais só do professor. O aluno, que hoje encontra conhecimento disponível na rede, é o agente construtor da própria navegação. Cabe ao professor um novo papel: o de planejar estratégias que permitam ao aluno empreender, de maneira autônoma e integrada, os próprios caminhos da construção do conhecimento.
O novo educador vem configurando-se como um mediador entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido. Ele é alguém capaz de dialogar com novas equipes de trabalho e, principalmente, de reinventar o espaço da aprendizagem, com novos recursos e metodologias. Nessa função de Tutora e aluna posso afirmar que estou aprendendo muito pois os programas de mensagens instantâneas, como MSN, Yahoo e Google possibilitam que duas ou mais pessoas se reúnam à distância e troquem informações simultaneamente. Utilizando do Skype , Breeze é possivel realizar conferências com áudio e vídeo. Esse recurso de interação abre novas possibilidades para o ensino: rompem barreiras de tempo e espaço.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

AULA NO ESPEAD

Neste dia as professoras Marion e Maria Marta exploraram o texto de Tardiff "Os professores enquanto sujeitos do conhecimento," realizando assim uma reflexão através de questões discutidas em aula, as quais foram: Que saberes os professores, nossos alunos do PEAD, trazem para o curso; Como o tutor pode auxiliar o aluno a avançar, a aprofundar os seus saberes, refletir sobre a sua prática, levando-o a melhorar cada vez mais a sua atuação em sala de aula?
Após reflexão, fica à nós tutores o grande desafio de realizarmos comentários significativos e coerentes aos trabalhos realizados pelos alunos, instigando-os a refletir sobre a sua prática, conduzindo-os a uma ação de qualidade no seu ambiente escolar.
As aulas do ESPEAD proporcionam uma reflexão sobre a minha atuação como tutora e por isso posso afirmar que tive grandes aprendizagens mas tenho consciência que tenho muito a aprender.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Curso Formação de Tutores na UFRGS nos dias 10 e 11 de janeiro de 2008

Quero registrar aqui o belo trabalho desenvolvido pela coordenação do EAD ,pelos professores e pelos colegas tutores de Pólo,pois foi apresentado o plano de atividades de cada interdisciplina,onde analisamos ,refletimos e opinamos para que juntos possamos desenvolver um ótimo trabalho em 2008.Discutimos sobre os mapas conceituais,o uso como recurso visual na organização de conceitos.Além de nos aprofundarmos sobre a proposta das seguintes disciplinas :Estudos Sociais, Matemática e Ciências.
Esse encontro foi registrado através de fotos muito bonitas do grupo comprometido com o EAD.

As Tecnologias Digitais e os Diferentes Letramentos

Após ler este artigo publicado pela revista(Pátio de nov.2007/ janeiro 2008), resolvi escrever uma parte para refletirmos.
A escola deve incorporar cada vez mais o uso das tecnologias digitais para que os alunos e os educadores possam aprender a ler,escrever e expressar-se por meio delas.
O conceito de letramento foi introduzido por pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, como a liingüística (Kleiman,1995) e a educação(Soares,1998), e tem sido utilizado para esclarecer diferentes níveis de aquisição da leitura e da escrita.Assim,esses autores fazem uma distinção,entre a alfabetização,entendida como a aquisição da tecnologia do ler e do escrever,sem a apropriação da leitura e da escrita.O sujeito alfabetizado sabe decodificar os sinais gráficos do seu idioma, porém de modo superficial.Ele lê com dificuldade e é capaz de escrever textos simples,como listas de compras e bilhetes.Já o sujeito letrado não só adquiriu a capacidade de ler e escrever,como também é capaz de usar esses conhecimentos em práticas sociais de leitura e escrita.
Embora o termo letramento apresente o prefixo "letra" e tenha sido cunhado no contexto do processo de leitura e escrita,ele tem sido utilizado para designar o processo de aquisição de outros conhecimentos,como por exemplo, o digital.Por isso, é comum encontrarmos a expressão letramento digital designando o domínio das tecnologias digitais,no sentido de alguém não ser um mero apertador de botões (alfabetizado digital),mas sim ser capaz de usar essas tecnologias em práticas sociais.
A presença das tecnologias digitais em nossa cultura contêmporanea cria novas possibilidades de expressão e comunicação.Cada vez mais elas estão fazendo parte do nosso cotidiano e, assim como a tecnologia da escrita,também devem ser adquiridas.Além disso, as tecnologias digitais estão introduzindo novos de comunicação,como a criação e o uso de imagens,de som, de animação e a combinação dessas modalidades.
Os letramentos certamente constituirão os novos desafios da educação.As tecnologias digitais estão proporcionando diversas facilidades que ,mais cedo ou mais tarde, farão parte do repertório do cidadão da sociedade do conhecimento.É fundamental que esses letramentos sejam trabalhados na escola, ampliando as possibilidades de expressão dos aprendizes e permitindo que a sala de aula torne-se contemporârea dessa sociedade do conhecimento.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Encerramento do semestre

Mais um semestre se encerra,e nele pude acompanhar sonhos , medos angustias,desistências,retornos,lutas,responsabilidades,comprometimentos,organização,dedicação,amor e toda a nossa batalha para que todos alcançassem o sucesso.Tenho certeza que o caminho a ser trilhado não é tão simples pois requer muita organização especialmente do nosso tempo,mas é gratificante ver a garra ,os esforços e o comprometimento de cada um lutando pelo seu sonho a Formatura em Pedagogia na UFRGS.
No dia 03 de janeiro de 2008 pude perceber a felicidade das alunas por vencerem mais uma etapa.Eu me senti gratificada por ter feito parte deste momento marcante para todos nós.Realizamos um encerramento emocionante com apresentações da aluna Kelli,tocando violão e cantando,talento este que descobrimos a pouco tempo,também amigo secreto e muitos "comes" deliciosos.Posso afirmar que foi tudo muito bom.

Tecnologia : informação e conhecimento na escola

A presença dos elementos tecnológicos na sociedade,especialmente a Internet,vem transformando o modo das pessoa se comunicarem,relacionarem-se e construirem conhecimentos.após os conhecimentos que adquiri e as leituras que fiz das alunas que acompanho pude ter a clareza que a escola não pode ficar alheia a essas mudanças e muitas alunas da peadagogia estão transformando esta realidade, levando para as suas escolas o que aprenderam através de reuniões pedagógicas e até mesmo aproveitando o horário do recreio para motivar os colegas a proporcionar aos seus alunos um conhecimento no laboratório de informática.Penso que é fundamental promover uma discussão ampla sobre a relação que se estabelece entre as novas tecnologias da informação e da comunicação .Concluí que a aprtendizagem é um processo de metamorfose permanente,no qual se respeita a identidade cognitiva do sujeito,mas a aconstrução e produção do conhecimento é criativae coletiva e será sempre transformada por intermédio do outro,deslocando-se o eixo quantitativo para o qualitativo,krompendo assim com as correntes psicométricas que se oreocupavam com a mensuração da inteligência para se preocupar com o saber. A ênfase muda de eixo, do como ensinar para o como se aprende,mediada pela informática,pelos instrumentos de comunicação sofisticados e pelas imagens interativas,possibilitando o imbricamento homem/máquina.Aceitar tal posicionamento implica repensar o papel da escola e consequentemente,a prática pedagógica,proporcionando momentos de reflexão e de discussão,permitindo que todas as vozes existentes no cotidiano escolar sejam ouvidas,aceitando o espaço escolar como um espaço factal,multicolorido,no qual cada sujeito tem subjetividade/saberes diferenciados,mas que isolados não podem transformar a escola e, juntos, não perdem sua individualidade,mas ressignificam os seus saberes e subjetividades,construindo novos caminhos mediados pelo coletivo.