UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - ESPEAD
TÓPICOS III
PROFESSORA: Cintia Inês Boll
ALUNA: Celi Lutz Lindenmeyer, Elisabete Bisutti Ceron e Sheila Hahn Camara
DATA: 10-11-2008
ATIVIDADE: Análise-reflexiva “Redes cotidianas de conhecimentos e valores nas relações com a tecnologia”
Redes Cotidianas de Conhecimentos e Valores nas Relações com a Tecnologia
Lendo o texto Redes Cotidianas de Conhecimentos e Valores nas Relações com a Tecnologia, de Nilda Alves, chama a atenção a naturalidade com que certas ações são praticadas, evidenciando a pouca ou mesmo a ausência de reflexão por parte dos atores. É o caso, por exemplo, da imagem de uma sala de aula da África, que apresenta alunos sentados, um atrás do outro, enfileirados, sem que tivessem uma cadeira e/ou uma classe. Quem detém o poder dita as normas e se não houver quem questione, permanece tudo igual.
Conforme o texto traz, é muito forte a presença da metáfora da árvore na nossa sociedade, podendo ser identificada desde dentro da escola até na organização de partidos políticos. Muitas vezes não é reconhecido que o conhecimento é produzido em redes, que o seu tempo de produção é o da longa duração e que o seu espaço é o local, que são os contextos cotidianos, ampliados pelo advento da globalização, da internet. Entendimentos que permitem compreender o ritmo das mudanças ou não no viver cotidiano.
O que se verifica nas escolas é que, embora tenham os laboratórios de informática, acesso à internet, ainda há professores que nem ao menos acompanham os seus alunos à aula de informática, deixando-os aos cuidados do professor de informática que tem os conhecimentos técnicos, porém falta-lhe, na maioria das vezes, o conhecimento didático-pedagógico.
Falar em construção de conhecimento a partir de trocas, onde todos tem vez e voz, é falar em construção a partir da metáfora da rede. Todos podem dispor do tempo e do espaço que necessitam e tem garantidos a escuta.
Percebe-se que a EAD é um ensino muito mais democrático. Os espaços de discussão, a exemplo dos fóruns, são muito mais democráticos, justamente pelo tempo que o aluno tem a sua disposição. Apesar de haver a preocupação com prazos para postagens, há um respeito muito maior pelas diferenças individuais dos alunos do que numa sala de aula convencional.
O professor e o tutor não se vêem como os detentores do saber, muito mais questionam, do que respondem às dúvidas e ansiedades do aluno, estabelecendo o diálogo, a troca, a construção do conhecimento.
Também as disciplinas, no EAD, apresentam características diferentes, são interdisciplinares e vão sendo desenvolvidas levando em consideração a realidade do grupo, as suas limitações, as suas possibilidades, preservando, no entanto, a qualidade do curso.
Outro fator que merece registro é o valor que se atribui à prática, neste curso, assumindo a unidade práticateoriaprática.
Principalmente no início, percebia-se que mesmo que todos nós, alunos, tutores, alguns professores, inclusive, soubéssemos que o curso é a distância, sentíamos claramente uma maior necessidade das aulas presenciais. Também com relação aos meios de comunicação, foi necessário fazer uma adequação. Usávamos, inicialmente, com bem maior freqüência do que agora, as reuniões presenciais para planejar, avaliar. Hoje, com naturalidade, valemo-nos do e-mail, das listas de discussão, do MSN, dos fóruns, entre outros.
Em suma, o trabalho como tutor constitui-se numa oportunidade de compartilhar reflexões, formando-se uma rede de colaboração, de trocas de idéias, de saberes construídos através das práticas diárias. Tem -se a compreensão do grande desafio e da responsabilidade da ação tutorial com a melhoria da qualidade da prática e teoria dos educandos.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
FICHAMENTO
Nome: Elisabete Bisuti Ceron
Fichamento sobre o texto:
“A Importância Da Ação Tutorial Na Educação A Distância: Discussão das Competências Necessárias ao Tutor ”.
Eloiza da Silva Gomes de Oliveira
Alessandra Cardoso Soares Dias
Aline Campos da Rocha Ferreira
O autor Armengol enfatiza a importância da atuação do tutor, como a ênfase na conversação guiada uso mediatizada pela ação do mesmo.
Mostra que são muitas as denominações recebidas pelo tutor: assistente, assessor, professor acompanhante, mentor, mediador, facilitador, entre outras que ainda surgirão, mas no entanto, há a demanda de procedimentos, estratégias e competências comuns.
A educação a distância não desfaz a relação triádica que existe em todo o processo de ensino – aprendizagem. Trata-se do triângulo didático em que a vértice é constituído pelo aluno, outro pelo professor/tutor e o terceiro pelo objeto do conhecimento ( os conceitos a serem constituídos ). Segundo o autor esta triagulação dinâmica decorre a necessidade de estratégias diferentes da relação ensino – aprendizagem, mas que também propiciem a análise, a problematização e a reflexão.
A autora Donal Schön Pimenta em uma consistente crítica ao conceito de “professor reflexivo” alerta para a perigosa redução dos saberes docentes a competência da docência a um mero agrupamento de técnicas, dando preferência ao uso da terminologia “críticos e reflexivos”.
As competências profissionais são definidas como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que capacitam o profissional a desempenhar as suas tarefas de forma satisfatória , tomando como critério avaliativo os padrões esperados em um determinado momento histórico, em uma determinada cultura.
O filósofo e sociólogo canadense Maurice Tardiff, dá ênfase aos “saberes docentes”, constata que o saber do professor é plural(composto de saberes de variadas áreas do conhecimento ), estratégico (pelo impacto que tem junto as gerações jovens, à construção de novos conhecimentos e à definição de hegemonias no contexto social, entre outros fatores) e desvalorizado ( já que a sociedade não lhe reserva , no podium da ciência, papel tão importante quanto o da comunidade científica e dos grupos reconhecidos como produtores do saber).
Tardiff apresenta quatro saberes docentes: Saberes da formação profissional, saberes disciplinares; saberes curriculares, saberes experienciais sendo este o núcleo vital do saber docente, podendo constituir-se em propulsores para o alcance, pelos professores, do reconhecimento da sociedade e dos grupos geradores de saberes.
Antônio Nóvoa destaca a “ Identidade”a qual é um lugar de lutas e de conflitos, espaço de construção de maneiras de ser e de estar na profissão. Faz referência aos “Três A”, os quais alicerçam a construção da identidade docente: a adesão (valores), autonomia (decisões), autoconsciência (reflexão sobre a sua própria ação). O autor dá ênfase à adesão do professor a projetos coletivos, sobre os quais não detém o controle presencial, à autonomia para enfrentar situações e formas de interação novas e a autoconsciência necessária para refletir e criticar uma prática docente tão inovadora e mutável, que para ela ainda não existem “cânones” e padrões avaliativos.
O texto nos apresenta dois conceitos na atuação do tutor, sendo estes:”qualidade comunicacional”, “ letramento tecnológico”, os quais referem-se a utilização de forma competentes das ferramentas necessárias, a comunicação , o acompanhamento e avaliação das aprendizagens dos alunos.
Algumas propostas de saberes específicos para a tutoria em Educação a Distância, são apresentados pelos autores: Gutierrez & Pietro; Belloni . Os autores Gutierres & Pietro destacam seis qualidades que o professor/tutor necessita possuir: * clara concepção de aprendizagem;
* estabelecer relações empáticas com os seus interlocutores;
* sentir o alternativo;
* partilhar sentidos;
* construir uma forte instância de personalização, embora à distância;
* facilitar a construção do conhecimento.
Destacam ainda os autores, algumas atividades do tutor como: o acompanhamento, a retroalimentação, a avaliação e a constituição da memória do processo de aprendizagem, a liderança e a mediação de reuniões grupais e o estabelecimento de redes de comunicação e informação.
Já o autor Belloni, fala de um novo papel do professor na Educação a Distância, sendo este o de constituir – se em um ”parceiro dos estudantes no processo de construção do conhecimento, em atividades de pesquisa e na busca da inovação pedagógica.”
Apresenta três dimensões dos saberes docentes: Pedagógica, Tecnológica, Didática. Dessas três dimensões, é acrescentado, uma quarta dimensão que é chamada de “saberes pessoais” (correspondentes aos saberes de Tardiff).
Essas questões expressam as indagações presentes no programa a distancia, numa tentativa de repensar, refletir as funções dos protagonistas da ação educativa, ressignificando os papeis dos atores principais, e em especial o papel do tutor. Quem seria este Tutor? Um mestre? Um educador que transcende o papel de motivador, de facilitador. Um educador que sustenta uma reflexão sobre a complexidade da ação educativa, mesmo a distância, ultrapassando os modelos lineares? Um Tutor que organiza situações que promova a aprendizagem dos alunos? Será este tão invisível assim?
Fichamento sobre o texto:
“A Importância Da Ação Tutorial Na Educação A Distância: Discussão das Competências Necessárias ao Tutor ”.
Eloiza da Silva Gomes de Oliveira
Alessandra Cardoso Soares Dias
Aline Campos da Rocha Ferreira
O autor Armengol enfatiza a importância da atuação do tutor, como a ênfase na conversação guiada uso mediatizada pela ação do mesmo.
Mostra que são muitas as denominações recebidas pelo tutor: assistente, assessor, professor acompanhante, mentor, mediador, facilitador, entre outras que ainda surgirão, mas no entanto, há a demanda de procedimentos, estratégias e competências comuns.
A educação a distância não desfaz a relação triádica que existe em todo o processo de ensino – aprendizagem. Trata-se do triângulo didático em que a vértice é constituído pelo aluno, outro pelo professor/tutor e o terceiro pelo objeto do conhecimento ( os conceitos a serem constituídos ). Segundo o autor esta triagulação dinâmica decorre a necessidade de estratégias diferentes da relação ensino – aprendizagem, mas que também propiciem a análise, a problematização e a reflexão.
A autora Donal Schön Pimenta em uma consistente crítica ao conceito de “professor reflexivo” alerta para a perigosa redução dos saberes docentes a competência da docência a um mero agrupamento de técnicas, dando preferência ao uso da terminologia “críticos e reflexivos”.
As competências profissionais são definidas como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que capacitam o profissional a desempenhar as suas tarefas de forma satisfatória , tomando como critério avaliativo os padrões esperados em um determinado momento histórico, em uma determinada cultura.
O filósofo e sociólogo canadense Maurice Tardiff, dá ênfase aos “saberes docentes”, constata que o saber do professor é plural(composto de saberes de variadas áreas do conhecimento ), estratégico (pelo impacto que tem junto as gerações jovens, à construção de novos conhecimentos e à definição de hegemonias no contexto social, entre outros fatores) e desvalorizado ( já que a sociedade não lhe reserva , no podium da ciência, papel tão importante quanto o da comunidade científica e dos grupos reconhecidos como produtores do saber).
Tardiff apresenta quatro saberes docentes: Saberes da formação profissional, saberes disciplinares; saberes curriculares, saberes experienciais sendo este o núcleo vital do saber docente, podendo constituir-se em propulsores para o alcance, pelos professores, do reconhecimento da sociedade e dos grupos geradores de saberes.
Antônio Nóvoa destaca a “ Identidade”a qual é um lugar de lutas e de conflitos, espaço de construção de maneiras de ser e de estar na profissão. Faz referência aos “Três A”, os quais alicerçam a construção da identidade docente: a adesão (valores), autonomia (decisões), autoconsciência (reflexão sobre a sua própria ação). O autor dá ênfase à adesão do professor a projetos coletivos, sobre os quais não detém o controle presencial, à autonomia para enfrentar situações e formas de interação novas e a autoconsciência necessária para refletir e criticar uma prática docente tão inovadora e mutável, que para ela ainda não existem “cânones” e padrões avaliativos.
O texto nos apresenta dois conceitos na atuação do tutor, sendo estes:”qualidade comunicacional”, “ letramento tecnológico”, os quais referem-se a utilização de forma competentes das ferramentas necessárias, a comunicação , o acompanhamento e avaliação das aprendizagens dos alunos.
Algumas propostas de saberes específicos para a tutoria em Educação a Distância, são apresentados pelos autores: Gutierrez & Pietro; Belloni . Os autores Gutierres & Pietro destacam seis qualidades que o professor/tutor necessita possuir: * clara concepção de aprendizagem;
* estabelecer relações empáticas com os seus interlocutores;
* sentir o alternativo;
* partilhar sentidos;
* construir uma forte instância de personalização, embora à distância;
* facilitar a construção do conhecimento.
Destacam ainda os autores, algumas atividades do tutor como: o acompanhamento, a retroalimentação, a avaliação e a constituição da memória do processo de aprendizagem, a liderança e a mediação de reuniões grupais e o estabelecimento de redes de comunicação e informação.
Já o autor Belloni, fala de um novo papel do professor na Educação a Distância, sendo este o de constituir – se em um ”parceiro dos estudantes no processo de construção do conhecimento, em atividades de pesquisa e na busca da inovação pedagógica.”
Apresenta três dimensões dos saberes docentes: Pedagógica, Tecnológica, Didática. Dessas três dimensões, é acrescentado, uma quarta dimensão que é chamada de “saberes pessoais” (correspondentes aos saberes de Tardiff).
Essas questões expressam as indagações presentes no programa a distancia, numa tentativa de repensar, refletir as funções dos protagonistas da ação educativa, ressignificando os papeis dos atores principais, e em especial o papel do tutor. Quem seria este Tutor? Um mestre? Um educador que transcende o papel de motivador, de facilitador. Um educador que sustenta uma reflexão sobre a complexidade da ação educativa, mesmo a distância, ultrapassando os modelos lineares? Um Tutor que organiza situações que promova a aprendizagem dos alunos? Será este tão invisível assim?
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