Filme: Doze Homens e Uma Sentença
As discussões são sempre interessantes, vamos entrando cada vez mais na história e acabamos por tomar partido igualmente com os jurados: ou torce pela inocência do rapaz, ou pela culpa, ou fica confuso... O impossível é ficar indiferente ao roteiro bem escrito, curioso e inteligente. E os contra-argumentos são usados de maneira precisa e sem parecerem extremamente sentimentais ou moralistas demais, como por exemplo, um jurado, para defender sua posição, utiliza-se de um argumento, depois, outro jurado utiliza-se do mesmo argumento para defender a inocência do rapaz. O mesmo jurado que havia utilizado primeiro o argumento, levanta-se e bravo, diz que esse tipo de coisa não deve ser levada em consideração. Mas, ao invés do personagem de Fonda ir e pronunciar o contra-argumento, ele só olha de um jeito irônico para o outro jurado, que prontamente faz um olhar de perdido no mundo e pronuncia a frase isso não quer dizer nada.
O filme mostra os fatores críticos envolvidos no processo decisório, evidenciando como as pessoas trazem para o grupo e para a tomada de decisão seus padrões, condicionamentos e história de vida. Também evidencia as diferenças individuais que levam as pessoas a, na análise de um mesmo fato, visualizarem diferentes ângulos e verdades; e analisa a capacidade e características do processo de negociação entre as evidências e argumentações, como por exemplo, discutiu-se sobre o tempo (evidência) em que o trem levava para passar, provocando um imenso barulho (evidência), capaz o suficiente de impedir (argumentação) que uma das testemunhas pudesse assegurar, com certeza, que realmente ouviu ser a voz do réu ameaçar o próprio pai de morte.
Texto escrito por Elisabete e Sheila.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Filme: Doze Homens e Uma Sentença
01/10/2007 21:47:28
Elisabete Bisuti Ceron
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Um comentário:
Oi, Elisabete!
Ao assistir ao filme, e também agora, lendo tua postagem, lembrei dos conselhos de classe... De alguns, especificamente, que já presenciei, pois não cabe generalizar. Já vi conselhos se tornarem momentos "decisórios" em que, não raras vezes, opuseram-se dois extremos: de uma lado, aquele professor orgulhoso ao expor aos colegas o número de alunos em recuperação ou reprovados em sua disciplina e, do outro, aquele que "passa todo mundo" para "não se incomodar"! Como aquele jurado que, no filme, queria encerrar logo a conversa, decidindo pela condenação do rapaz. Quantas vezes os conselhos se constituem nesse espaço/momento de mera "decisão", de precárias evidências e superficiais argumentações? Quantas vezes se quer acabar logo com ele, sem se preocupar em discutir acerca do percurso, das evidências e das argumentações, para, quem sabe, revê-las, reconstruí-las? Fiquei pensando...
Abraços,
Eliana
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